Cerveja Zero

O novo brinde nos estádios

Big Story

Por décadas, o ato de torcer esteve diretamente atrelado ao consumo de álcool. Fosse no estádio, no bar ou na sala de casa, a cerveja como conhecemos era como um complemento oficial.

Quase como o ato de comer pipoca quando vamos ao cinema, ou de pedir uma pizza no domingo à noite.

Mas, com o avanço do movimento do wellness e a busca por um estilo de vida mais ativo começaram a mexer nessa engrenagem. Um novo comportamento abriu espaço para um mercado que existia mais no off: as cervejas sem álcool ou de baixo teor, as NoLo — No or Low Alcohol.

De olho nisso, as maiores marcas do setor transformaram os palcos esportivos em suas principais vitrines globais.

(Imagem: Sportcal)

  • Nas Olimpíadas de Paris, a AB InBev colocou a Corona Cero como a primeira cerveja sem álcool a se tornar patrocinadora máxima do comitê olímpico.
  • Na Fórmula 1, a Heineken estendeu seu contrato de longo prazo com foco total na promoção da Heineken 0.0.
  • Até a Copa do Mundo de 2026 viu uma mudança histórica: após 40 anos com a Budweiser na liderança, a companhia escalou a Michelob Ultra — conhecida pelo apelo light — como sua marca-bandeira no torneio.

Por trás da publicidade, o jogo é com os números

A movimentação nos patrocínios é um reflexo do que o consumidor está escolhendo beber. O volume de bebidas não alcoólicas cresceu 9% em 2025, com projeção de expandir mais 36% até 2029, segundo a IWSR.

Aqui no Brasil, o salto é ainda maior. A produção de cerveja zero disparou de 118,9 milhões para 757,4 milhões de litros, representando quase 5% do mercado nacional.

  • O país já ocupa o posto de segundo maior consumidor mundial da categoria.

Além de conversar com o momento em que a saúde anda lado a lado com a geração, o produto zero permite que as marcas entrem em territórios antes proibidos, como é o caso da Copa.

Você deve lembrar que no Catar 22, houve uma restrição repentina à venda de álcool nos estádios…

(Imagem: Bloomberg)

Com as versões 0.0, as cervejarias garantem visibilidade em locais com restrições rígidas à publicidade de álcool — como a Índia, onde a Budweiser 0.0 lidera a aposta no críquete — e em arenas que barram o consumo na arquibancada, caso do Emirates Stadium, do Arsenal.

O produto também mudou de patamar…

Se antes o problema era o sabor das opções sem álcool, as novas técnicas de desalcoolização aproximaram o produto da versão original, atraindo o interesse de atletas de elite.

Figuras do esporte deixaram de ser apenas garotos-propaganda e passaram a investir diretamente no setor, de olho no mercado e na própria rotina de performance e longevidade física.

É o caso do piloto Lewis Hamilton, que cofundou a marca Almave, que produz uma alternativa premium á tequila, focando no ritual social sem o impacto do álcool.

(Imagem: Almave)

Outro exemplo é a marca americana de cerveja artesanal sem álcool, que detém 18% do segmento nos EUA e tem como investidores JJ Watt, Naomi Osaka e Lance Armstrong.

Mas a verdadeira virada é geracional… Na base dessa mudança de consumo está a Gen Z. Dados mostram que a porcentagem de jovens com menos de 35 anos que bebem caiu de 72% para 62% nas últimas duas décadas.

As grandes marcas perceberam que o público jovem quer continuar engajado com a emoção do esporte e o ambiente dos estádios, mas prefere fazer isso sem os efeitos colaterais do álcool.

E você, faz parte do time #NoAlcohol?

Fonte: The News

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